01/08/2012

Desabafo (16/Junho/2010)

Fossse eu a morte... Que, com a força de um olhar Desejando toda a sorte... E a minha propria morte.. Fosse eu, um desejo... Que se pudesse realizar, Amando o que se pode amar, Sem nunca ter que chorar. Fosse eu uma princesa Perdida no meio do mar... Encontraria meu caminho? Ou me haveriam de ajudar!? Não sou nada... Nem de ninguem... Não valo mais do que nada. E nada é o tudo que tenho! Possuo nada alem do meu fado Fado meu, que tento mudar. Fosse eu, uma simples mulher... Esposa, mae, amante... E não andaria errante Pecando sem nunca pecar. Não fosse eu, um espelho Do que os outros são... Sem nunca imitar ninguem Reflicto o que me dão... Fosse eu mais do que sou... Tivesse o poder de mudar o destino... Tivesse um sonho que se pudesse concretizar... Conseguisse eu deixar entrar, Sentimentos de amor... Mesmo que envoltos em dor! Fosse eu capaz de me abrir ao dia Com toda e a maior alegria Sem por dentro chorar, Pela desilusão de desejar, Algo mais, do que consigo encontrar! Fosse eu a morte Seria não mais que a minha sorte! O fim destinado... A todo o ser imaculado! Capaz de odiar, amando... Capaz de sorrir, chorando... Capaz de colorir, estragando... Capaz de fingir, ignorando... Mil desejos ardentes, Rasgados na penumbra da noite. Durante a madrugada sonhados... Durante o dia esperados... Fosse eu a morte... Nada mais faria... Só mudar minha sorte!

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